Não sei se é só coisa minha, mas geralmente faço questão de pôr uma pedra sobre os assuntos que mais me incomodam e faço tudo ao meu alcance para nunca mais me lembrar deles. Tento ocupar-me tão estupidamente para que quando me lembre deles as coisas já não façam qualquer sentido, "Pensar nisto que aconteceu há 1 ano atrás?! Para quê perder o meu tempo?" e geralmente a coisa até corre bem... Mas há sempre aquelas alturas críticas. É péssimo estar quase mesmo a pousar a pedra no assunto e a levá-lo para o corredor do esquecimento quando aparece alguém que diz "Olha! Vi-o com ela no outro dia!". Para quê? para voltar novamente a tortura do pensamento incessante sobre a outra pessoa? (E sim, escusam de pensar que até podia estar a falar noutra coisa que não relacionamentos!!) Ouvi algures no outro dia que para uma pessoa ultrapassar uma relação por completo precisa de, pelo menos, metade do tempo que durou a relação, (para quem a ideia é confusa: se a relação durou 1 ano são necessários 6 meses para a ultrapassar por completo) se bem que isso para mim é uma grandessíssima treta e, ou não fosse isto um problema do "coração", não há "fórmulas" para o resolver! Cada um é como cada qual e logicamente depende do quanto a outra pessoa nos marcou e nos "bateu" no coração. Há coisas que nem o maior ódio do mundo pode apagar, especialmente tendo os que nos rodeiam a falar-nos sempre do mesmo, totalmente sem querer... Já todos passámos por isto. E não há pior nestas situações do que chegar à conclusão "Até aquele m(
Tenho pena que não sejamos verdadeiros computadores em que com as teclas certas pressionadas ao mesmo tempo as coisas más possam ser cortadas, eliminadas, mudadas. Era bom que estivesse tudo organizado em pastas arquivadas naquele disco externo que mal me lembro que existe. Era bom que pudesse ser tudo descarregado para um dvd e que ficásse tudo arrumado na prateleira. Era bom, era... Mas nada na vida é assim tão fácil. Não é fácil esquecer quem nos marcou e mais difícil ainda é conseguir lidar com a constante lembrança que essas pessoas existem. Todos os relacionamentos que ficaram bem resolvidos não levantam este tipo de problemas, e é por isso que existe a necessidade tremenda, típica das gajas, de falar sobre as coisas, de as esmiuçar, de as dissecar até não dar mais. Os gajos não são nada assim. E não são nada assim porque já desde criança que se habituaram a brincar com pedras, e metê-las em cima dos assuntos é tão simples como arranjar uma gaja na noite.
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