domingo, 10 de junho de 2012

shoegasm

MAJOR SHOEGASM!!!



É verdade, andei desaparecida. Tem sido bastante difícil não só arranjar tema para discutir aqui como também arranjar tempo para o fazer. Hoje achei que devia partilhar aqui este verdadeiro "shoegasm", uma junção brilhantemente conseguida pela Acne Studios de um sapato clássico com umas sapatilhas bastante desportivas. A primeira vez, certamente, que tal fusão não resulta num sapato parolíssimo, como umas coisas que eram moda há uns anos atrás:

Bem, e depois de ter partilhado este crime convosco sinto-me na obrigação de deixar umas imagens menos agressivas aos olhos e que evitem os pesadelos esta noite! Bom shoegasm para todos!!




-M

terça-feira, 20 de março de 2012

vin... quê?



A vingança é um prato que se serve frio, já diz a sabedoria popular, e ainda que tentemos afastar-nos de um sentimento tão pouco construtivo há que admitir que não há nada como o sabor da vingança. Desde pequenina que ouço "não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti" mas acabam sempre por nos surgir oportunidades únicas na vida às quais não podemos virar as costas. Nem sempre as coisas nos aparecem bem claras à nossa frente, ao fim ao cabo a nossa vida é um jogo e temos de jogar com o que temos na mão, que até pode nem ser muito famoso, mas com o bluff certo e com uma dose "um bocadinho assim" (como o danoninho) de sorte temos a jogada perfeita que vira tudo a nosso favor. Não, não sou perita em jogos de cartas nem venho aqui falar sobre eles mas sinto-me contente porque consegui ganhar este jogo do peixinho.
Sei que me acham demasiado generalizadora, e com as minhas palavras nunca pretendi ofender ninguém, muito pelo contrário, o meu objectivo é sempre aproximar-me o mais possível de quem lê retratando situações que considero demasiado comuns e sobre as quais as pessoas, geralmente, não têm tempo para pensar nem cabeça para dissertar. E correndo o risco de me tornar ainda mais generalizadora assumo que já todos nos encontrámos numa situação em que a única coisa que queríamos era um cheirinho de vingança. Não estou a dizer que sejamos todos uns "anonymous" e que vamos todos agarrar nas nossas máscaras do Guy Fawkes e que isto vai virar o Texas. Estou a referir-me àquele sentimento de satisfação que nos invade de cada vez que o karma actua. O problema nisto do karma é que ele às vezes demora muito tempo, e nós que somos pessoas bastante activas tornamo-nos impacientes e temos que lhe dar um empurrãozinho, e é a esse empurrãozinho que eu chamo vingança. As meninas que se acusem (e os meninos também!): nunca desejaram no vosso mais "negro" ser que aquele gajo se lixasse? Que aquele gajo que vos fez a vida negra, que vos fez chorar que nem umas madalenas, que vos marcou profundamente, acabasse por sofrer "um bocadinho só" daquilo que vocês sofreram? Ah! Eu bem sabia! Está-nos nos genes! Acredito até que a Madre Teresa, no seu íntimo, algum dia chegou a sentir essa necessidade. Não vale a pena negarmos... Só nos enganamos a nós próprios e "o pior cego é aquele que não quer ver".
Devemos aproveitar as oportunidades que nos aparecem na vida, apliquemos isso a tudo, mas às vezes também há que as proporcionar e quando assim for: dêm tudo de vocês porque vai valer a pena. Ao fim ao cabo, quem é que nunca fez um bocadinho de batota? (Não se preocupem, eu não digo a ninguém!)


-M

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

the X factor


Andava eu numa maratona imensa de zapping pelos milhares de milhões de canais que a minha televisão tem quando me deparei com um filme que já tinha visto há uns anos atrás de nome "Manuale d'amore", um engraçado filme italiano com o tão bem conhecido formato de "apresentamos os estádios de uma relação e vemos onde é que resulta e onde é que dá bode". Começa o filme com a história de Tommaso, um rapaz desempregado, com um tremendo azar na vida e que, resumidamente, não tem onde cair morto, até que se cruza (ou evita cruzar-se) com um gato preto, o que faz com que conheça Giulia, uma miúda que não sentiu absolutamente nada ao conhecer o tão persistente rapaz. Combinam um encontro mas ela decide desmarcar-se, faz-lhe o rapaz uma espera à porta de casa dela para a ver com outro: "Diz-me que o rapaz do beijo não é o teu ex! Perché se quello del bacio è un ex... se è un ex, significa che tu sei come tutte le altre donne che quando si sentono sole e abbandonate tornano indietro, invece di andare avanti." Quem diria, Tommaso, que as tuas palavras eram tão sábias?
Durante anos e anos de civilização inúmeras foram as teorias sobre a repetitividade da História, será cíclica ou não será? E é nessa comparação com a História que me questiono: não será também a nossa história um conjunto de repetições? Todos nós já nos vimos na mesma situação: sentimos que já ultrapassámos determinada relação ou relacionamento mas, precisamente no momento em que A pessoa não podia aparecer na nossa vida... lá está ela! Na maior descontracção do mundo, com um sorriso de orelha a orelha, diz-nos um "Olá" e pisca-nos o olho. Os joelhos começam a tremer, e a garganta fica seca. "Tinha que o ver logo hoje que estou com o pior aspecto do mundo!!" Passado umas horas toca o telemóvel "gostei de te ver", e pronto... Voltamos ao mesmo! Ainda não tinha passado o tempo suficiente para:
a) eu o esquecer
b) arranjar outra pessoa
c) eu o esquecer!!
Malditos acasos da vida que nos fazem ter destes encontros de 3º grau que levam a que a história se volte a repetir. Voltam sentimentos, voltam lembranças, voltam vontades, voltam revoltas, volta tudo. Volta tudo aquilo que queríamos que não voltasse! E é aqui que voltam as palavras sábias do Tommaso. Porque é que continuamos todos tão agarrados às relações que já passaram? Porque é mais fácil de facto, voltar atrás, experienciar tudo aquilo que já conhecemos como a palma das nossas mãos, magoarmo-nos outra vez porque, ainda que com outra cor ou cheiro, a merda é a mesma, e evitamos o tão grande medo de enfrentar a dor provocada por um "desconhecido". Esta história de recorrentemente voltarmos para os "ex" só existe por puro medo. Somos pessoas medrosas que se conformam com qualquer migalhita, porque "não é bom estarmos sozinhas". Contra mim falo, claro. Também já fui uma medrosa que não aceitava a possibilidade de estar sozinha, de não ter ninguém "a quem mandar mensagens" mas sofri as consequências disso e aprendi uma grande lição: mais vale só que mal acompanhada. E dessa lição retirei também que não há melhor companhia que eu mesma, até porque não nos podemos esquecer (e vou tomar a liberdade de me citar a mim própria como se de uma grande autora me tratasse) "só há duas coisas garantidas na nossa vida: a morte e nós próprios. Mesmo que toda a gente no mundo decida desaparecer ter-nos-emos a nós mesmos", e vale mesmo a pena comprometermos a nossa única relação certa até ao final dos tempos por outras que terão tudo menos um futuro? 
Sim, admito que esta questão levanta muitas outras. Um "ex" mexerá sempre connosco, pois, que eu saiba, não somos "heartless bitches", e se estivemos com ele durante X tempo por alguma coisa foi! Mas também é certo que se as coisas acabaram... Se calhar não vale a pena voltar para trás e mexer no que para lá ficou. As tentações vão ser sempre muitas e o lábio vai ser mordido muitas vezes, até ao momento em que ver a outra pessoa deixará de fazer sentido porque vimos a luz ao fim do túnel. Não digo que seja a solução para os problemas de todos, mas para mim funciona muito bem: gostar de mim e cuidar de mim dá-me tanto trabalho que nem consigo pensar em fazer o mesmo por outra pessoa. Ouu não fosse eu uma pessoa exigente!


-M

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

um pequeno "desabafo"...

Isto de andar em transportes colectivos tem muito que se lhe dia. Seja ela uma viagem de autocarro, metro ou avião. Não só são locais absolutamente conspurcados e recheados de bactérias como temos que levar com as acções voluntárias e involuntárias dos que ao nosso lado se sentam. São inúmeras as histórias de velhinhos e velhinhas nos autocarros a tossir compulsivamente, de tal modo que só nos resta aguardar o momento em que lhes sai um pulmão ou em que lhes dá para puxar a bela da "escarra", mas a minha sina ultrapassa velhinhos doentes e nem imaginam o quanto gostava que as histórias fossem só as das tosses.
Começam a ser recorrentes na minha vida os "encontros de 3º grau" com pessoas sofredoras de, nada mais nada menos, flatulência. Exactamente, a "F word", e só de pensar nisto até me estão a dar náuseas. Recordo-me do primeiro episódio deste género que marcou profundamente a minha vida e que deixou marcas irreversíveis: estava eu numas MALDITAS escadas rolantes, e chamo-lhes malditas porque nem podem ter outro nome, quando, no preciso momento em que o RABO do senhor à minha frente fica ao nível da minha cara, este decide mandar uma preciosa bufa. Quer dizer, endendamos que até pode não ter sido voluntário,  ao fim ao cabo chega a uma altura na vida em que guardar determinadas coisas para nós já começa a ser difícil (ou não fossem os mais velhos conhecidos pela frontalidade), mas que foi um segredo que preferia não ter sabido, disso não há dúvida! Certamente estão a questionar-se por que raio fui eu lembrar-me de flatulência a uma hora destas, pois bem, passo a explicar: todos estão familiarizados com os infames vôos low cost - pouco espaço para as pernas, pouco espaço no assento, muita proximidade com os vizinhos do lado -  e compreendem o grau de "intimidade" que adquirimos com aqueles que optam sentar-se ao nosso lado. Entrei num Boeing 737 com destino a Valencia e "escolhi" o meu lugar com base no espaço disponível para pôr a minha mala bem por cima de mim. Como boa samaritana que sou escolhi o assento do meio, ainda que esperançada que o lugar do meu lado esquerdo não fosse ocupado, e aguardei que o avião fosse ficando mais compostinho, até que aparece o meu vizinho: um senhor de fato, com ar vivido nestas questões de vôos e senti-me mais descansada. MAL! De facto o senhor não apresentou problema nenhum à primeira vista, sentou-se a ler a sua revistinha, ocupou o seu espaço q.b. e não e dirigiu palavra, até que as suas acções começaram a "falar" mais alto e me chegou ao nariz um cheiro fétido. Não que o senhor estivesse todo podre, nada disso, mas claramente sofria de um problema com feijoada ou algo desse género. É que não foi uma vez, nem duas, foram várias, durante o vôo TODO!! Eu bem que me tentava concentrar no Stieg Larsson e na sua história da "Girl who played with fire" mas no meu campo de visão encontravam-se as pernas do senhor que amigavelmente se contorciam num aviso para o "desabafo" que ia presenciar. Falam as más línguas da corneta da Ryanair, mas no dia em que vivenciarem um episódio destes acreditem que nada teve um som tão doce como esta após hora e meia de pura tortura.
Como dizia eu no início deste (e vão desculpar-me a falta de palavra melhor) desabafo, esta história dos transportes públicos pode ter inúmeras qualidades e de trazer benefícios à nossa Mãe Natureza, as prejudica-nos demais pela "poluição" a que estamos sujeitos, se é que me entendem. Enquanto as histórias não passarem de senhores a guardar as couves como se da vida se tratassem ou até mesmo do gozo dado pela observação dos velhinhos a recordar tempos gloriosos pela aparição de alguma menina com menos frio  estamos nós bem, e até as tosses alheias começam a fazer-nos menos confusão, mas quando as histórias começam a envolver "confissões" de segredos "profundos" é sinal que a nossa experiência "social" já bateu no fundo.


-M

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ctrl+x

Neste mundo inteiro coisas que me transcendem é o que não falta, coisas banais como lavar a roupa na máquina ou fazer um cozido à portuguesa... Mas o que me transcende mesmo é a incapacidade que nos acompanha até ao resto da vida de esquecer. É difícil esquecer as quedas que demos a andar de bicicleta, as vezes em que chorámos porque partimos alguma coisa em casa, as discussões parvas com os pais, as guerrinhas parvas entre amigos, as conversas intermináveis por conflitos que teimaram aparecer, enfim. Ainda que o bom se mantenha nas nossas mentes o mais certo é não nos esquecermos das coisas más. E vai sempre haver alguém para nos lembrar delas. Felizmente o nosso mundo não pára um segundo e mal temos tempo para pensar "no que não devemos", as nossas vidas são demasiado interessantes para perder tempo a pensar em coisas tristes... até que chegam dias tipo os domingos em que tudo à nossa volta parece ter aparecido, em que a nossa mente ganha asas e vai sempre parar aonde não deve. Porquê, domingo? Porquê? Porque é que dás assim tanto espaço, calma e tranquilidade aos pensamentos reprimidos para divagar?
Não sei se é só coisa minha, mas geralmente faço questão de pôr uma pedra sobre os assuntos que mais me incomodam e faço tudo ao meu alcance para nunca mais me lembrar deles. Tento ocupar-me tão estupidamente para que quando me lembre deles as coisas já não façam qualquer sentido, "Pensar nisto que aconteceu há 1 ano atrás?! Para quê perder o meu tempo?" e geralmente a coisa até corre bem... Mas há sempre aquelas alturas críticas. É péssimo estar quase mesmo a pousar a pedra no assunto e a levá-lo para o corredor do esquecimento quando aparece alguém que diz "Olha! Vi-o com ela no outro dia!". Para quê? para voltar novamente a tortura do pensamento incessante sobre a outra pessoa? (E sim, escusam de pensar que até podia estar a falar noutra coisa que não relacionamentos!!) Ouvi algures no outro dia que para uma pessoa ultrapassar uma relação por completo precisa de, pelo menos, metade do tempo que durou a relação, (para quem a ideia é confusa: se a relação durou 1 ano são necessários 6 meses para a ultrapassar por completo) se bem que isso para mim é uma grandessíssima treta e, ou não fosse isto um problema do "coração", não há "fórmulas" para o resolver! Cada um é como cada qual e logicamente depende do quanto a outra pessoa nos marcou e nos "bateu" no coração. Há coisas que nem o maior ódio do mundo pode apagar, especialmente tendo os que nos rodeiam a falar-nos sempre do mesmo, totalmente sem querer... Já todos passámos por isto. E não há pior nestas situações do que chegar à conclusão "Até aquele m(onte de) m(erda) já conseguiu arranjar outra pessoa e ando eu aqui a chuchar no dedo." Não que isto seja uma competição para ver quem fica menos tempo solteiro, era só mais o que faltava!, mas custa sempre. Custa sempre saber que os outros conseguiram, lá está, pôr uma pedra sobre nós e seguir em frente. Custa sempre chegar à conclusão que demos tudo de nós para uma pessoa que nos esqueceu em meia dúzia de dias. Custa sempre, e irá sempre custar... Os problemas do coração são tramados e nunca mas nunca as coisas serão tão elementares como gostaríamos que fossem.
Tenho pena que não sejamos verdadeiros computadores em que com as teclas certas pressionadas ao mesmo tempo as coisas más possam ser cortadas, eliminadas, mudadas. Era bom que estivesse tudo organizado em pastas arquivadas naquele disco externo que mal me lembro que existe. Era bom que pudesse ser tudo descarregado para um dvd e que ficásse tudo arrumado na prateleira. Era bom, era... Mas nada na vida é assim tão fácil. Não é fácil esquecer quem nos marcou e mais difícil ainda é conseguir lidar com a constante lembrança que essas pessoas existem. Todos os relacionamentos que ficaram bem resolvidos não levantam este tipo de problemas, e é por isso que existe a necessidade tremenda, típica das gajas, de falar sobre as coisas, de as esmiuçar, de as dissecar até não dar mais. Os gajos não são nada assim. E não são nada assim porque já desde criança que se habituaram a brincar com pedras, e metê-las em cima dos assuntos é tão simples como arranjar uma gaja na noite.


-M

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

flash sighting

Não, não me esqueci que tinha um blog... apenas ando tão inundada de pensamentos que nem capacidade tenho para me sentar em frente ao computador e escrever os tão adorados testamentos. Este sol anda mesmo tentador! Deixo aqui umas imagens bem coloridas e cheias de padrões para nos dar um cheirinho de verão em pleno inverno! Por enquanto desejo uma continuação de boa época de exames e fica a promessa de uns posts assim que consiga organizar ideias e tempo!

Editorial da Vogue UK inspirado pelos bloggers:









-M

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O que aconteceu aos amores eternos?

Hoje em dia loucos são aqueles que conseguem viver uma relação e estimá-la para que se torne duradoura... A banalização dos momentos íntimos e de partilha tanto pelos filmes como pelas séries fez com que as relações passassem para um patamar totalmente diferente daquele em que estavam há uns 20 ou 30 anos atrás. Ainda que a evolução e a modernização sejam necessárias e importantes chegar ao ponto a que chegámos é tudo menos normal. Onde já se viu viver de relações que de monogamia têm muito pouco? Onde já se viu aceitar estar com alguém que estará com outro alguém no dia ou no momento a seguir? Considero-me uma romântica incurável mas por influência dos tempos em que vivo acabo por nem o conseguir admitir. Se há uns anitos atrás a pessoa estranha era aquela que vivia de encontros ocasionais, hoje em dia estranho é o que ambiciona comprometer-se com uma só pessoa para o resto da vida.
Influenciada ou não pela "re-fixação" em Sexo e a Cidade achei bastante pertinente abordar esta questão, as relações ocasionais estão na moda e vieram para ficar. Não concordo com elas e se pudesse fugia delas a sete pés, mas estas acabam por nos apanhar despercebidos e consomem-nos as entranhas numa quantidade absurda de dúvidas e de incertezas às quais ninguém poderá responder e sobre as quais ninguém nos pode esclarecer. Esta coisa das relações ocasionais anda a funcionar que nem pescadores em alto mar, acabamos sempre presos na rede sem saber bem como e libertar-nos delas... 'tá bem! Absurdo como permitimos que a falta de amor próprio chegasse a estes extremos. A ideia de nos entregarmos a alguém apenas no momento, ainda que na teoria seja bastante interessante, é absurda... Lembro-me de que quando era mais miúda havia o equivalente a isto, chamavam-lhe "uma curte"; uma coisa momentânea, espontânea, infantil, cheia de interesse físico, vazia de interesse intelectual, "mais um número para a lista"... ó crianças estúpidas...! Não há coisa mais complicada do que uma relação sem qualquer tipo de interesses. Como disse, funciona perfeitamente na teoria mas na prática... ó na prática... Quem vive livre de sentimentos é louco, e nada pode magoar mais uma pessoa do que acabar por se agarrar à outra numa situação destas. Uma relação casual acaba por ser uma droga: experimenta-se uma vez e até se acha piada, experimenta-se a segunda e acha-se ainda mais piada, a partir da terceira é vício na certa e deixar vai ser para lá de fodido! O "bom" nas relações casuais é a possibilidade de sermos "a droga" e não "o agarrado", e é nisso que temos que pensar logo à partida. Transcende-me a mecânica destas coisas; se uma pessoa é capaz de estar com outra é porque existe ligação, "química", interesse, mas não é isso suficiente para permitir a "evolução" para algo mais normal, tipo uma relação? É assim tanto o estigma à volta de uma relação? Ou será que permitimos dar-nos ao luxo de não descartar "mais um para a lista"? Juro sinceramente que não consigo perceber como é que é possível haver pessoas que vivem relacionamentos altamente polígamos, ainda que acabem sempre por recorrer às mesmas pessoas... Entendo, até certo ponto, a questão da "casualidade"... ao fim ao cabo assumir compromissos com outros é tudo menos fácil mas... várias pessoas?! Dá-me o maior nó no cérebro! Se são tão moralistas numas coisas porque diabo é que não metem na cabeça que a poligamia não é uma coisa bonita? Ou mais, será que entendem sequer que estão a praticá-la?
Como já assumi aqui, uma relação de friends with benefits não me parece assim tão descabida e não a descarto de todo, ainda que ache que para alguém se meter numa coisa dessas tem que ser altamente equilibrado e tem que ter uma relação de amizade bastante particular com a outra pessoa para conseguir uma coisa destas (até porque se se puserem a pensar em filmes e séries e coisas que tais acabam por começar a pensar que vão ficar juntos e isso azeda o ambiente!), mas assumo também que teríamos que viver num mundo bastante equilibrado para conseguir tamanha "perfeição"... Assumindo que a amizade está realmente presente o respeito não devia ser um problema, mas a masculinidade e a feminilidade acabam por falar mais alto e as coisas acabam por complicar: se a miúda se "dá" mais um bocadinho é logo um bicho de sete cabeças, o gajo vai logo dizer-lhe que as coisas estavam bem esclarecidas desde o início e assume logo que ela já está absolutamente caídinha, acabam por tentar novamente, ele sempre com a ideia que ela está perdidamente apaixonada na cabeça, ela a agir normalmente e a cumprir a parte que lhe compete - amigos amigos, negócios aparte - pois quem vai mudar de atitude é ele; não consegue perceber que ela se calhar até nem está assim tão a cair de amores... e tudo começa a descambar. Perdeu-se amizade, perdeu-se relação, perdeu-se relacionamento, perderam-se companheiros. Amigos? Benefícios? Que é deles? Às tantas até tinha sido mais simples se se tivessem deixado de relações "modernas" e se tivessem tentado as coisas "à maneira antiga". Mania da malta jovem de se meter em aventuras! As aventuras na tela até correm bem, mas a vida real é tudo menos como pensamos. E a questão aqui é que não ouvi esta história nem uma, nem duas, nem três vezes...
Padecemos todos de um mal: tentamos viver a vida a correr e acabamos por nem saborear as coisas como devemos. Tentamos tirar o máximo de proveito de tudo o que se passa à nossa volta e acabamos por ficar traumatizados com muita facilidade. Se nos magoaram uma vez já pensamos que são todos iguais e acabamos por nem dar hipótese para as coisas acontecerem novamente com uma pessoa melhor. Não digo que devemos todos atirar-nos de cabeça à primeira pessoa que encontramos, nem digo que o "amor" vai ser fácil de encontrar, mas tantas vezes dou por mim a pensar que se calhar já o deixei escapar por entre os dedos e nem me dei conta. Sim, adorava poder apaixonar-me à primeira vista pelo homem da minha vida com quem casaria e teria filhos, mas como sei que isso não é possível só me resta ir visitar o lobo mau à casa da avó da capuchinho vermelho para ver se já ouve melhor, ou se vê melhor pois a única certeza que temos é que o lobo mau nos come sempre!



-M

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

love makes the world go around

Quer queiramos quer não, "love makes the world go around". Sem hipótese! Nem dinheiro, nem vontades, nem nada. É o amor. Amor próprio, amor pelo outro, amor pelos animais, amor por coisas materiais, amor pelos livros, amor pelo sol. Amor. Estranho é "movermo-nos" por esta coisa e às vezes nem nos apercebermos...
Ainda que seja o amor que nos faça enfrentar o dia ao acordar, também é este bicho de sete cabeças que nos deixa sem dormir noites e noites. Desde crianças que somos afogados por histórias de encantar, por príncipes e princesas, por paixões arrebatadoras, por histórias de fazer chorar as pedras da calçada que no fim acabam sempre por resultar bem. Ó Disney... porquê? Quem nos dera a nós que as vidas fossem assim tão simples, que o nosso príncipe nos aparecesse à frente num lindo cavalo branco e que um simples beijo apaixonado nos desse a certeza que ficaríamos juntos até à eternidade... Mas a vida encarrega-se de nos dar uma valente chapada e de nos fazer acordar desse sonho. A vida amorosa é feita de amores não correspondidos, de timings totalmente incorrectos, de desilusões estonteantes, de reviravoltas inesperadas, de aparições semelhantes às da Nossa Senhora de Fátima. No entanto são todas essas certezas que nos fazem seguir em frente, pois ainda que saibamos lá bem no fundo do coração que tamanhas odisseias nos esperam não desistimos de encontrar "o homem perfeito".
Talvez seja o amor o nosso drive mesmo que não nos apercebamos, mas a importância dada a um simples "estado" está a tornar-se devastadora. Vivemos num mundo em que tudo tem que estar rotulado. Se alguém decidiu ir para a cama com um amigo já tem um "amigo colorido" - sinceramente até acho mais engraçado chamar-lhe friend with benefits; há maior benefício do que poder mandar uma queca estar com alguém que já conhecemos?-, se alguém decide dedicar tempo a si próprio e não estar com ninguém já é uma "freira", se alguém decide dedicar-se a 100% a uma relação já é uma "atrasada", se alguém decide assumir que determinado alguém era o ideal para si noutras circunstâncias já colocou o outro alguém na friend zone, se alguém decide andar aí a comer meio mundo já é uma "pêga"... Para quê esta necessidade de dar um nome a tudo?! Para quê dizer que ela namora com ele se o que eles realmente são é felizes? Para quê inundar a cabeça dos milhares de miúdas que para aí andam com a ideia que só estarão felizes se tiverem alguém do lado delas, um namorado? Eu digo com muito orgulho que sou solteira! Sou dona de mim, dona do meu nariz (e grande por sinal), dona das minhas satisfações que ficaram por dar, dona da minha própria felicidade, e feliz é aquele que me conseguir apanhar e viver desta felicidade também! Que se desenganem aqueles que ficam apreensivos por não estar com ninguém. Se o estou é porque quero e não podia estar melhor! E é esta a "campanha" que pretendo iniciar: malta, antes de poderem estar com alguém têm que estar bem convosco próprios, é elementar! E sinceramente faz-me uma tremenda confusão na cabeça quando me perguntam "como é que consegues estar sem gostar de ninguém?" Ouçam... Não há maior trabalho neste mundo do que conseguir sentar-me comigo mesma, sem nada, nem livro, nem telemóvel, nem papel e caneta, e ficar a conviver com os meus fantasmas, com os meus pensamentos, comigo. E é esse o derradeiro exercício a fazer para termos a certeza que estamos prontos a deixar outro amor comandar a nossa vida.
Não há maior amor na vida do que o nosso pela nossa própria pessoa, e é esse amor que tem de ser cultivado. Seremos muito mais felizes no dia em que nos conseguirmos amar incondicionalmente, ainda que conhecendo todas as nossas falhas e os nossos defeitos, pois só aí teremos a certeza que seremos capazes de o fazer noutra pessoa. Amo-me como nunca amei ninguém na vida e não podia estar mais feliz com isso!


-M


sábado, 7 de janeiro de 2012

a ti, amigo

escrevo-te por não saber que fazer. A atenção dispersa-se e os objectivos ficam distorcidos lá bem ao fundo do túnel. Quem me dera ter a tua garra, vontade de trabalho, capacidade de dedicação, empenho. Por isso tudo, posso dizer-te, eu invejo-te. Não te deixas levar por merdas, consegues tornar as distracções numa fonte de motivação, consegues ver o sol brilhar lá no fundo mesmo quando sobre ti só há nuvens e chuva e trovoada. Mesmo quando o que menos te apetece fazer é sorrir consegues fazê-lo só para eu conseguir também, e isso não tem preço. Sempre te disse, admiro-te muito e um dia, quando for grande, quero ser como tu. Recorro a ti quando as coisas não estão fáceis, é intuitivo, é humano. Admito que quando estão bem acabo por me desleixar, ainda que te queira sempre do meu lado, sabes bem disso. Quando as coisas estão bem acabamos por deixar as pessoas que são mais importantes para nós ir para segundo plano, o que é parvo, mas é involuntário, porque sabemos que os amigos estarão sempre connosco quando precisarmos.
Sabes bem que não me orgulho nada da asneirada toda que já fiz na minha vida, e acredita que nada me dá mais alento do que recordar-me de todas as vezes que te sentaste ao meu lado a ver-me chorar enquanto me consolavas e ao mesmo tempo me davas na cabeça, por não quereres que caísse no mesmo erro outra vez. Nem todos os amigos conseguem ser tão francos em momentos tão complicados por terem medo de magoar, mas a tua "destemidez" ajudou-me a tornar-me uma miúda mais forte, mais capaz de suportar a verdade e de aprender e crescer com ela. Uma amizade sólida não nasce do nada, é como um animal de estimação: tem que ser alimentada, cuidada, mantida, e educada. E posso dizer que a nossa já está bem grande mas longe de morrer! Sabes bem que o receio de te contar as parvoíces que me passam pela cabeça é grande por já saber que vais mandar uma gargalhada gigante e dizer-me "tu estás parva!", pois eu própria o faço, e é isso que me garante que nos conhecemos mesmo bem, temos maneiras de pensar bastante semelhantes, maneiras de agir e reagir bastante idênticas e é sem dúvida por isso que "este cãozinho está tão bem educado"! O receio de te contar as palhaçadas é quase o de uma criança de dizer ao pai que fez asneira... sabe que o pai se vai rir, porque de facto tem piada, mas no fim vai ouvir um raspanete porque podia perfeitamente ter evitado isso! Ainda assim, sabes que sou uma criança grande e que tão cedo não vou deixar de fazer asneiras... Para quê guardar as asneiras todas para os 80 anos?
Sinto grande orgulho em ti e deixa-me feliz saber que estás bem. É sabedoria "popular" que a nossa própria felicidade passa pela felicidade dos nossos amigos, portanto considera-me aí uns 25% feliz à tua conta! (não te esqueças é que se estiveres mal e eu também fico 100% triste e isso não pode ser!!) Sei bem que me desejas o mesmo, que gostavas muito que a yellow brick road se estendesse à minha frente e que no caminho por ela encontrasse muito mais que leões sem coragem ou robôs sem coração ou espantalhos sem cérebro, mas as coisas têm sido tudo menos fáceis e a tua mão neste caminho torbulento tem sido mais que importante. Muitos mais serão os assholes na minha vida, e muitas mais vezes terás tu que dizer "toma bem conta da miúda", pois nem de outra forma faria sentido, mas se dependesse de mim evitava os meus desabafos, as minhas paranóias, os meus stresses e os meus filmes. Sabes bem que a minha imaginação é demasiado fértil, ainda que sejam raras as vezes que ela vira para esses "flancos", e sei perfeitamente que já nem tens paciência às vezes, mas as gargalhadas que mandamos com a quantidade de merdas de que eu me vou lembrar vale bem a pena! Se dependesse de mim as coisas eram simples: ficava para tia, esquecia estas palhaçadas de confusões evitáveis, de bocas desnecessárias, de conflitos precipitados e era eternamente eu. Too bad o ser humano gostar de complicar o que é bastante simples e de tornar alturas bastante pacatas num gigante turbilhão. Ao fim ao cabo é isso que anima a vida, mas eu dispensava... sabes bem que já não sou miúda de confusões. Mudei!
Gosto disto, de poder dizer-te coisas absolutamente aleatórias, escondidas por entre metáforas, esquecidas de nomes, alheadas de um tempo concreto. Conheces-me bem, muito bem, e é essa a qualidade que mais gosto em ti. Bastou um olhar no outro dia para entender que me estavas a perceber. Não trocámos palavra. Abraçaste-me e só me apeteceu chorar. Para mim uma amizade verdadeira é isto: dizer TUDO sem verbalizar nada.



-M

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ele há coisas...

decididamente não sei que palhaçadas partilhar hoje... Há tantas coisas a passar-me pela cabeça que acaba por nem me passar nada! Num clip qualquer que passava nos canais Discovery o senhor dizia "A ignorância é uma benção" e eu hoje sofro de uma felicidade desse género, com tanta coisa a acontecer e tão pouca vontade de pensar nelas sou uma "ignorante" feliz.
Poder chegar a determinadas qualidades ou defeitos das pessoas por intermédio do que dão a conhecer sempre foi uma coisa que me interessou bastante. Por eu própria me ter conhecido a mim mesma através de acompanhamento psicológico fez com que arranjasse as ferramentas para aplicar isso nos outros. No entanto há pessoas que pura e simplesmente não consigo perceber, e, na sua maioria, essas pessoas são rapazes. É e será eterna a "incapacidade" de compreender o sexo oposto, queixam-se as mulheres, queixam-se os homens, queixamo-no todos! e acabamos por não chegar a lado nenhum... Ter um grande número de amigos do sexo oposto, e por ter crescido sempre com eles, fez-me compreender algumas das grandes questões que as mulheres têm colocado durante anos, mas mesmo assim ainda não consigo escrever um "manual de instruções" inteiro...
Para a maioria das mulheres o homem de sonho é o velho "cabrãozito", venha quem vier houve sempre pelo menos um nas nossas vidas. As miúdas ambicionam sempre poder mudá-los "AH! Ele mudou por mim!" mas desenganem-se... Casos desses são raríssimos, e sempre que uma coisa dessas acontece é sinal que caiu um santo do altar! Mentalizem-se: esses gajos habituaram-se a ter tudo na vida e por mais asneirada que tenham feito/façam as coisas acabam sempre por se resolver, portanto fiquem sempre de pé atrás quando ele parece estar mudado porque ou de facto o vosso caso é "o 1%" ou então acabaram de receber um adorno para a cabeça! (acho que vou começar uma linha de pendentes para lá colocar, pode ser que ganhe dinheiro com isso!!) Não estamos em altura de viver presos em contos de fadas e pensar que é tudo muito lindo e que o sol brilha todos os dias! Ainda que leve uma atitude bastante positiva perante a vida neste tipo de coisas não há hipótese e a melhor atitude que podemos ter é assentar os pés bem assentes na terra. Inúmeros foram os desgostos e outros tantos me esperarão, no entanto uma coisa é certa: a bagagem que fui adquirindo ao longo dos tempos já não me deixa cair nas mesmas balelas. E com esta mesma bagagem iniciei um projecto pessoal ao qual chamo "educar um cabrão", mas sobre isso posso falar mais tarde...
"Então, tudo bem? Que me dizes de combinarmos um café?" "PUTO! ESTA GAJA QUER-ME COMER!!!!!" Típico! Os meninos que nunca pensaram isto que se acusem, mas sei que não vai haver! (Entenda-se que a mensagem veio de uma pessoa com quem não têm uma relação de amizade daquelas na qual a miúda pode arrotar que vocês ainda lhe batem palmas!) É tão normal este tipo de situações acontecer como é normal ficarem hipnotizados com um decote gigante. Nada contra! Até porque, verdade seja dita, as miúdas também têm este tipo de conversas com as amigas quando alguém lhe manda uma mensagem menos normal, e tudo isto vem de uma necessidade de atenção absurda. Acreditem ou não os rapazes são SUPER inseguros, bem mais do que uma rapariga! Se lhes disserem que são feios ou que a barriga cresceu ou que estão flácidos aquilo vai bater-lhes no peito que nem um tiro e vai deixá-los possuídos. Enquanto que uma miúda vai sempre ouvindo "estás mesmo gira" ou "esse vestido fica-te bem" os rapazes não ouvem nada disso... "Eish puto! Estás com granda bícep!", "caaaala-te! Essas calças ficam-te mesmo bem!" no mínimo davam uma chapada ao gajo que lhes disse isso e ficava o assunto resolvido. Toda a gente precisa de uma "confirmação", antes de sair de casa é normal ir perguntar a alguém "Estou bem?" mas... já imaginaram um rapaz a fazer isso? Demasiado metrossexual! Então, a confiança destes miúdos tem que vir da atenção dos outros, ainda que a atenção que lhes seja dada não ultrapasse a pura e simples vontade de ir tomar um café e de conversar um bocado. A história vai ser sempre assim, e dificilmente irá mudar...
Eu peco muito por ter crescido rodeada de rapazes... Habituei-me a ter determinado tipo de atitudes, conversas e desabafos que os rapazes que não me conhecem acabam por estranhar, e eventualmente consideram-me louca, mas é certo que ao pé deles posso mostrar mais de mim porque julgam menos. Agora, como reage um tipo que conheço há meia dúzia de semanas ao dizer-lhe a primeira merda que me passa pela cabeça? Ou acha um piadão tremendo ou assusta-se mesmo e começa a achar que da próxima vez que o vir lhe vou arrancar os olhos com um garfo e que os vou cozinhar como marshmallows. O que é um bocado triste, mas eventualmente, com muita conversa a explicar as pancas, com muita tranquilização da minha parte e com um melhor conhecimento mútuo as coisas lá acabam por se encaminhar... O que vai bater noutra questão bastante fulcral: se me apetece mandar uma mensagem vou mandá-la. Sem hipótese! Mas os gajos odeiam isso... Odeiam que uma miúda não páre de mandar mensagens, que insista se uma resposta não chega, que atrofie ainda mais se ele não responde de todo, odeiam que ela atrofie. É sem dúvida a maior diferença entre gajos e gajas, a dependência do contacto constante. Não digo que sejamos todos assim, mas de um modo geral é regra. Os gajos são absolutamente desprendidos do telemóvel! E se no início conversavam por mensagem, ao telefone e no facebook, agora já não é preciso. Ele já vos conhece, possívelmente até já vos papou, portanto já estão dentro do saco, you're history! Porque é que isto acontece, sinceramente ainda não percebi. Ou melhor, percebi mas prefiro não perceber... A verdade é que quando conseguem ter a miúda esta deixa de ser novidade, deixa de ser vista como um desafio, e o aumento ao ego que ela dava deixa de dar. Por mais que o interesse até possa existir a ideia de haver uma melhor nunca deixa de estar presente, pois, ao fim ao cabo, não o arrebatámos completamente. A ideia de um relacionamento até dar certo entre os dois até lhe passou pela cabeça, mas "a miúda tem um nariz um bocado grande e as mamas podiam ser maiores, tenho a certeza que há outra com isso tudo algures por aí. Além do mais todas as miúdas me têm dito que sou giro portanto arranjo outra de certeza.", até que chega o arrependimento pois a suposta miúda melhor já devia ter aparecido mas não aparece. "vou ligar à outra, pode ser que ela esteja disponível." E não é que estava mesmo?? Isto tem que mudar! E é por já ter batido com a cabeça na parede muitas vezes que já sei que isto não pode voltar a acontecer, e é por ter os ditos amigos rapazes que sei que isto acontece sempre assim, porque sei que se as coisas não deram certo logo ao início é porque não somos a miúda que o vamos fazer passar para "o 1%", acabou, não vale a pena MESMO pensar que isto é o que de facto não é.
Já disse aqui que tenho a certeza que os desgostos que tive não foram nem os primeiros nem os últimos, vai haver sempre algum cabrãozito que vai aparecer na minha vida quando menos esperar (e enquanto espero há os cabrõezitos de sempre, que também nunca desiludem!) e nesse caso o máximo que posso fazer é agradecer os ensinamentos que os meus bebés todos me deram e pô-los em prática, de forma a sair por cima, ou não fosse a pessoa que está por cima a mais forte! E nisto tudo, só me resta terminar com um conselho para os meninos: desistam da ideia de enviar mensagens a pedir felácios ou a dizer que ambicionam bastante praticar o coito connosco ou a dizer que em determinado momento nos violariam. Isso é tudo menos um turn on!!



-M

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Era suposto ser um blog de tendências, era...
Era suposto ser um blog de moda , era...
Era suposto ser um blog de tudo menos aquilo que é , era...
Já me passou tudo e mais alguma coisa pela cabeça, mas ter coragem para arriscar e entrar numa zona que não a nossa de conforto custa e assusta! Por ser um projecto tão cheio de identidade parece mais difícil mostrar partes de mim que nem todos sabem existir, gostos reprimidos e secretos. Ao fim ao cabo sou uma menina, ainda que nos esqueçamos todos disso de vez em quando! "Miúda! é a primeira vez que te vejo de saia!" "Miúda! é a primeira vez que te vejo de saltos!" "Ena! nunca te tinha visto com nada tão justo!" "Miúda! Tens mamas para usar decote!!" Eu sei, é "triste" ter ouvido destas coisas há tão pouco tempo!
Sempre fui uma miúda bastante complexada e lembro-me que quando a puberdade me atingiu e as maminhas começaram a crescer entrei em negação total. Só usava camisolas larguíssimas para esconder aqueles abcessos que me estavam a crescer no peito e sempre que alguém mandava a piadita "já estás a ficar uma mulher" eu ficava absolutamente possuída. O período de habituação a uma mudança tão radical (ainda que progressiva, entenda-se! As maminhas não apareceram como o chocapic!) foi bastante complicado, mas certo também é que quando me apercebi que as tinha e que não as podia fazer desaparecer usava o que muita gente gostava de poder usar. Sempre me debati bastante porque não só não gostei que me tivessem nascido os abcessos como tiveram que nascer "grandes"! (Ele há coisas que parecem obra do diabo!) Enquanto criança adorava comer, entenda-se que se os abcessos cresceram assim tanto é porque tinha razão de ser, e entrar na adolescência com dois abcessos grandes e com uns bons pneuzito foi deveras complicado, especialmente quando as miúdas da minha turma eram todas normais. Eventualmente o tempo passou, fui "esticando" e fiquei mais normal, mas sempre com o maldito pneuzito! (Admitamos, por mais que se diga que a magreza é uma superficialidade e que mais vale ter umas curvas, vamos sempre invejar aquela ou a outra por ser magríssima.) Por circunstâncias da vida vi-me forçada a fazer um tratamento que me acelerou o metabolismo a mil e que fez com que perdesse cerca de 10kg. A badochita virou esqueleto (de tal maneira que as calças chegaram a cair-me várias vezes)! Acreditem, não há melhor sensação que comer tudo o que queiramos e ficar na mesma sem mexer uma palha... É mesmo bom, o chato é chegar a esse estado por meio de comprimidos que nos fazem passar o dia inteiro ou na casa de banho ou a dormir ou completamente alheados do mundo. Não desejo isso a ninguém, nem mesmo ao eventual maior inimigo que tenha! Anyway! Tamanha oscilação de peso entre pré-tratamento e pós-tratamento fez com que perdesse as tão indesejáveis maminhas! Wohooo! Conquista!! Mas como mandar os foguetes antes da festa dá sempre mau resultado... acabou o Verão e elas voltaram em força para me atormentar, assim como o maldito pneuzito que insiste em não desaparecer... Mas nada de baixar os braços, deixar de comer, invejar a magreza alheia e esperar que as maminhas desapareçam tipo o chocapic! Ainda que os nossos "complexos" apareçam sempre quando menos queremos temos que saber lidar com eles e tratá-los da melhor maneira! Ainda que as maminhas não sejam microscópicas ou que saia sempre uma banhita das calças de ganga, uma camisola mais larga ou uma menos reveladora ajudam sempre a camuflar o problema!
Acreditem em mim quando digo que percebo o quão difícil é querer vestir o 36 mas só nos caber o 38, assim como é difícil comprar um XS e mesmo assim ficar-nos grande. Hoje em dia pecamos por nos termos habituado ao pronto-a-vestir e por, dessa forma, termos "canonizado" o corpo da mulher, mas pelo ritmo a que o mundo anda e cresce ter tudo disponível a qualquer hora torna-se muito mais rentável, assim como produzir em massa também se torna muito mais "aprazível" em termos financeiros, fazendo assim com que milhares de milhões de mulheres e homens fiquem deprimidos por ir às compras. "Mas eu costumava comprar o M e agora tive que ir comprar um L!" Porque é tão urgente a necessidade de caber num tamanho médio? É o M da t-shirt ou da camisola que vai decidir o quão bem sucedidos seremos na vida? Ena bem! Então vou andar para aí a comprar tudo XXL que é para ser tudo à grande! Ridículo!! Digo-vos sinceramente: pudesse eu ter uma modista à minha disposição como tinham as senhoras no tempo das minhas avós e não voltava a meter os pés numa Zara ou numa H&M! Viviam distanciadas dos S, dos M e dos L e não era por isso que deixavam de andar bem vestidas e também não era por isso que eram menos felizes! Não somos todos iguais nem estaremos sempre contentes com o nosso corpo ou com a nossa cara ou com o nosso cabelo. Façamos tudo o que está ao nosso alcance para aumentar a confiança em nós próprios (um corte de cabelo, uma coloração, um cremezinho) e abracemos as nossas curvas ou a falta delas! O mundo só é verdadeiramente bonito se também nós o formos por dentro.


-M

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Inspiração precisa-se!

Pois bem... "ano novo vida nova", é o que se diz por aí, mas cá para mim continua é tudo na mesma!
"No próximo ano vou estudar mais! Vou deixar de fumar, vou deixar de beber, vou começar a ir ao ginásio, vou deixar de sair tanto, vou escrever mais vezes no blog, vou deixar de comprar tanta roupa, vou estar mais vezes com os velhos amigos, vou ser mais proactiva, vou comer menos doces, vou começar a passear mais vezes, vou ver mais vezes o nascer do sol, vou sorrir mais, vou chorar menos, vou dizer mais vezes às pessoas que as amo. Vou ser uma pessoa nova!" A sério? A sério que continua tudo na mesma? Aliás, que estou ainda mais preguiçosa do que no fim do ano? Shame on me! E shame on you também, pois aposto que as resoluções de ano novo já foram todas pelo cano abaixo!
Este ano decidi que não ia "pedir" os 12 desejos. Ainda que seja uma pessoa moderadamente supersticiosa, se há coisa que não tolero são passas, e estar a "pedir" desejos enquanto o que desejo mesmo é que a maldita passa me saia da boca é um bocado parvo! Estar a "pedir" desejos a qualquer "entidade superior" não nos serve de nada... 21 anos passados e desejos realizados nem vê-los. Vai haver sempre alguém mal de saúde, alguma coisa que não corre como planeado, coisas encaminhadas que acabam por se desencaminhar... A nossa vida e o rumo que ela toma dependem única e exclusivamente das acções que temos e das decisões que tomamos. O inesperado pode estar sempre ao virar da esquina, mas depende sempre de algo que tenhamos feito antes, não há hipótese. Sim, podia ter "desejado" mais ponderação, menos impulsividade, mais moderação, mas tudo isso faz parte do nosso crescimento, são coisas que têm que partir de nós, elas não nos caem do céu de um dia para o outro! Não é do género: "ah e tal o meu 12º desejo para 2012 é que eu seja mais responsável" PUMBA! Cai um filho nos braços, olha-se para trás e tem-se um marido, um emprego, um carro e uma casa, não é?! Ouvi num destes dias que a Igreja defende que atravessamos uma crise de fé. Querem maior fé do que acreditar que comendo uma passa e desejando muito muito muito se consegue dinheiro e felicidade?!
Acreditar que algo superior a nós nos comanda é bastante relaxante; quem nunca recorreu a Deus nos momentos de aflição que se acuse!, mas no entanto acho estes "chamamentos" um bocado em vão. Ora vejamos, se Deus nem nos momentos de aflição nos acude, quanto mais ouvir os nossos "desejos" para 2012 enquanto milhares de pessoas os pedem ao mesmo tempo? Nem os telefones da PT tocam tanto com pessoas a reclamar! Não duvidando da fé de ninguém, nem pondo em causa vontades e crenças acredito piamente que os desejos e resoluções de ano novo devem ser pensados, ponderados e pensados outra vez de forma a que consigam ser realizados e que, no último dia desse ano que "acabou de começar" a retrospecção seja concluída com um sorriso na cara. Nem sempre os dias são fáceis e a vontade de baixar os braços e dar-mo-nos como vencidos vai ser mais que muita, mas é nisso que os "desejos" para o novo ano se devem basear: quero tornar-me uma pessoa mais forte, quero conseguir gostar mais de mim, quero conseguir debater-me comigo mesma e vencer a preguiça, quero conseguir dizer que não mais vezes e ficar em casa com os meus pais!! A nossa felicidade depende só de nós, de mais ninguém, e está nas nossas mãos conseguir chegar a esse ponto de felicidade extrema em que mais ninguém importa. Se eu estiver bem a minha família está bem, os meus amigos estão bem, os estudos correm melhor e o sol brilha ainda mais! Pensamento positivo e que a crise de fé não nos afecte a nós próprios, pior do que isso só mesmo acreditar que as passas são mágicas e que o euromilhões me vai bater à porta a qualquer momento!


-M